Jornalista e consultor de comunicação da entidade foi o mestre de cerimônias da noite que celebrou duas décadas da reciclagem animal brasileira, em Brasília.


Há eventos que apenas se apresentam. Outros pedem condução, leitura de sala e responsabilidade com o que está em jogo. A cerimônia dos 20 anos da ABRA – Associação Brasileira de Reciclagem Animal, realizada em 25 de agosto de 2026 no Villa Rizza, em Brasília, foi deste segundo tipo.
Foi uma honra ser o mestre de cerimônias da noite que celebrou duas décadas de representação institucional e deu posse ao Conselho Diretivo que conduzirá a entidade no próximo ciclo, sob a presidência de Pedro Bittar.
A ABRA nasceu para dar voz a um setor que, por muito tempo, permaneceu fora do radar público. Reciclar resíduos do abate, transformar o que seria passivo sanitário e ambiental em farinhas, gorduras e matérias-primas de alto valor — e fazer isso com escala, ciência e mercado — é uma das contribuições mais concretas da agroindústria brasileira à economia circular.
Um setor que saiu da invisibilidade
Hoje, a reciclagem animal processa mais de 14 milhões de toneladas de resíduos por ano, gera milhões de toneladas de produtos e alcança dezenas de mercados. Integra a pauta da bioeconomia, da segurança jurídica, das exportações e da competitividade da proteína brasileira. Esse deslocamento — do “invisível” para o essencial — é resultado de associativismo persistente, articulação institucional e comunicação estratégica.
A noite em Brasília reuniu lideranças empresariais, entidades do movimento ProBrasil, autoridades e parceiros históricos, entre eles a Eurotec Group, patrocinadora da celebração. Mais do que uma comemoração de aniversário, o encontro simbolizou a passagem entre o que o setor já construiu e o que ainda pode construir para o país.
Comunicação que liga dois Brasis
Como consultor de comunicação da ABRA, meu trabalho é traduzir a complexidade técnica da reciclagem animal para públicos que precisam entendê-la: imprensa, Congresso, cadeias produtivas, consumidores urbanos. Como mestre de cerimônias, o desafio é outro e complementar: dar ritmo, clareza e dignidade a um rito institucional sem perder a humanidade da sala.
É exatamente isso que resume a marca que conduzo: a conexão entre o urbano e o rural. O Brasil que produz e o Brasil que consome, regula, financia e narra. Sem essa ponte, o setor segue competente e pouco compreendido. Com ela, ganha espaço político, reputação e futuro.
Agradeço à ABRA a confiança de colocar essa ponte, mais uma vez, no centro de um momento histórico. Os próximos 20 anos começarão pela qualidade da conversa que formos capazes de sustentar agora.
Marcelo Lara atua com apresentação de eventos, condução de debates e lives, assessoria de imprensa para eventos corporativos e comunicação estratégica do agronegócio. Contato: [email protected] | marcelolara.net.br