Melhorar a imagem lá fora e lidar com o fogo amigo de universidades no Brasil

Educação é a base de tudo para desenvolver um país. Imagina o Brasil que tem o Agronegócio como fiel da balança comercial, com geração de emprego e renda, um dos pilares da economia e isso tudo comprovado em números. Enquanto em outros países, como Canadá, Estados Unidos, que tive a oportunidade de ver pessoalmente, o Agro é motivo de orgulho e a divulgação do que gera de desenvolvimento local, acaba até em folhetos dentro de algumas cafeterias, por aqui a sabotagem vem de Universidades. Vejam só o que aconteceu esta semana e que gerou até carta de repúdio.  As entidades do setor agropecuário de Santa Catarina se manifestaram oficialmente a respeito “inoportuna, inconsequente e inadequada decisão da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina, de criar um curso que afronta a mais reconhecida, avançada, tecnológica, desenvolvida e indispensável atividade econômica e social no nosso estado – o Agronegócio.”  A  nota vai pontuando.  A UFSC criou um curso com viés ideológico, propondo ataque ao agronegócio, atividade,  como reforça a nota,  está solidificada e reconhecida mundialmente como garantidora da sobrevivência humana, é ignorar o óbvio no avanço tecnológico, na ciência, na pesquisa e na inteligência humana, é inconcebível.” Reforça a nota.

Imagina atacar o Agronegócio através de um “Curso Universitário”, longe de cumprir a missão de uma universidade que é  educar e formar as pessoas, com recursos públicos, alguém tem dúvida da militância em um curso com este nome completo :  “Reforma Agrária Popular, Agroecologia e Educação do Campo: alimentação e educação no enfrentamento ao agronegócio e às pandemias”.  Enfrentamento?  Impressionante ou não nos tempos de hoje.  Em Santa Catarina estão  183 mil propriedades rurais, a grande maioria agricultura familiar.  Uma iniciativa infeliz e que desagrega e acaba com a credibilidade de uma universidade.

É necessário fazer um trabalho forte nas escolas para mostrar o que é de fato o Brasil rural, começando pelo ensino básico até as universidades. Combater desinformação militante de causas, com números, dados e fatos. É uma esgrima permanente, dentro e fora do Brasil. Lá fora as ações para combater desinformação estão em curso. Exportadores de suínos e aves realizaram um movimento gigante na Coreia do Sul. Foram colocadas 362 telas nas 17 mais movimentadas estações de metrô e terminais de ônibus da capital sul-coreana. Mostrando as qualidades das carnes de aves e suínos produzidas no Brasil. Made in Brazil. A ação é realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Embaixada Brasileira em Seul. A ação inclui impulsionamento nas mídias sociais direcionadas para a população se Seul. Virtual e ações presenciais. O foco maior é melhorar ainda mais a posição de player internacional na carne suína. Já que em frango somos lideres e responde por cerca de 80% de tudo o que é importado pelo país asiático

É isso nos tempos de hoje, muito além da pandemia, que por si só é o principal desafio do planeta e por aqui  o conflito passa pelo, político,  econômico, social, ambiental, e acaba em sabotagem no próprio país, em temas que deveríamos ter consenso, ou pelo menos ter bom senso.

Marcelo Lara- Consultor de Comunicação